sexta-feira, 3 de julho de 2015

Jantar em homenagem à dermatologista reúne atrizes no Rio

Diversas famosas estiveram no jantar em homenagem à dermatologista Denise Luna Barcelos, queridinha por deixar a pele de muitas famosas impecável. O evento, organizado pelas atrizes Camila Pitanga e Antônia Frering aconteceu no hotel Copacabana Palace, na noite de quarta-feira (1), no Rio de Janeiro.


"Tenho clientes há 10, 15 anos. Comemoração de espaço novo que inaugurei, quis comemorar dois anos e não aconteceu. Elas foram se juntando, porque todas este ano estão lindas! Camila PItanga, Camila Morgado, Mariana Ximenes, Leandra Leal, Letícia Spiller, Tatá Werneck, Heloisa Perissé, Ingrid Guimarães, Fabíula Nascimento, Maria Flor...", celebrou ela.

Sobre dicas de beleza, Denise diz que não há segredo. "Quero que elas envelheçam e fiquem bem. Trabalhando regeneração de forma natural. Lindas e naturais, que é a minha filosofia. Este ano vou lançar meu livro que vai falar disso. Não é só estar com a pele bonita, mas também com a cabeça, a saúde, a alimentação. Coloco todas elas para meditar [risos]. Beleza é estar se sentindo bem e esta é a filosofia", completou a profissional, feliz da vida com a homenagem.
Já algumas de suas clientes, que não deixaram de mostrar o carinho e admiração por Denise, também contaram os segredinhos de beleza para manter uma pele sempre linda, sem manchas e saudável. Confira:

Camila Pitanga
Atualmente no ar como a protagonista Regina de Babilônia, Camila diz que um fator é imprescindível para manter a pele de veludo. "Tirar maquiagem todos os dias!", rebateu ela. "Também uso sabonete líquido simples e luvinha atoalhada. Ah, e protetor solar e, por cima dele, a base. Porque também vem corretivo e tudo o mais, né? Além do mais, maquiagem de gravação de novela é mais forte, então tiro com este sabonete", explicou ela, que também aderiu a tratamentos indicados por Denise. "Já fiz laser algumas vezes". Já os seus cabelos da atriz, segundo ela, só não são ainda mais bonitos por falta de tempo. "Alterno muitos produtos (xampu, condicionador, máscara), e sei que deveria, mas não tenho tempo de ir sempre ao salão", finalizou ela, que foi com blusa Dries van Noten, saia Rodrigo Grümfeld e sapatos Alexander Wang.


Antônia Frering
"Eu me juntei com Camila [Pitanga] neste lugar bonito, homenageando a Denise porque ela é um espetáculo! Atenciosa, sempre descobre o melhor tratamento para você, com um carinho que não se tem em todo o lugar. Enquanto eu puder, vou fazer os [tratamentos a] laser da vida. Não gosto de botox e ela respeita", contou a atriz, que foi com um look de calça Alexander McQueen e sapatos Manolo Blahnik.

Fabíula Nascimento
Fabíula chegou brincando sobre seu look retrô. "Nada aqui é novo: vestido Zara e brincos feitos por uma amiga", disse ela. Com eterna cara de menina, a atriz de 31 anos explicou o que faz para manter-se sempre com a aparência jovem. "Muita água e filtro solar. Faz uma diferença imensa! A partir do momento que passei a usar filtro todos os dias, me ajuda até na maquiagem. Nunca mais abri mão, pois tem um retorno. Faço tratamentos anuais com a Denise, como o colágeno, para a pele envelhecer bem", contou ela, que está feliz da vida com o trabalho atual em I Love Paraisópolis. "A personagem é divertida, super boa de fazer, forte, guerreira, com energia própria. A novela é um barato, jovem. Sempre bom entrar em um trabalho assim". Já sobre o que fará com o fim da trama das 7, ela faz segredo. "Ano que vem temos novidades, mas ainda não posso falar. Só gosto de dizer quando estou com o figurino da personagem e com o contrato assinado [risos]."



Leandra Leal
"Conheço a Denise há muito tempo, acho que uns 8 anos e isso foi uma paz na vida. Ela é delicada, querida, entende seu ritmo e dá resultado, pois é muito competente", derreteu-se a atriz e diretora. "Estou montando meu filme, [o documentário] Divinas Divas, e por enquanto, só estou focada nisso", completou ela, que não deixou de dar seu recadinho para manter-se sempre linda. "Lavo o rosto, passo uma loção e filtro solar, sempre".  
Vanessa Gerbelli
"Sou cliente e amiga da Denise há 3 anos. É uma profissional excelente e merece muitas homenagens, pis também é muito querida", contou ela sobre a profissional. Aos 41 anos, a atriz disse que não deixa de dormir por conta dos cuidados com a pele, mas também não deixa a peteca cair. "Indico sempre manter a pele limpa, ou seja, nunca dormir de make. Não sou muito paranoica, mas faço tudo que ela manda [risos]. Hidratante, tratamentos com ácido e laser, além da manutenção, também fazem parte da minha rotina", completou ela, que foi ao jantar com um vestido Mara Mac e sapatos Ceconello.


FONTE: Revista Quem

quarta-feira, 24 de junho de 2015

1977- Locomotivas


           Locomotivas foi uma telenovela brasileira que foi produzida e exibida pela Rede Globo às 19 horas, entre 28 de fevereiro e 10 de setembro de 1977 em 167 capítulos. Escrita por Cassiano Gabus Mendes e dirigida por Régis Cardoso, foi a primeira novela gravada totalmente em cores do seu horário, substituindo Estúpido Cupido e sendo substituída por Sem Lenço, sem Documento. Foi a 19ª "novela das sete" da emissora.
          
          Reapresentada em quatro ocasiões: entre 17 de janeiro e 19 de setembro de 1978 às 14 horas; num compacto de uma hora e meia no Festival 15 anos da TV Globo, em 25 de março de 1980 apresentado por Eva Todor; entre 17 de novembro de 1986 e 14 de fevereiro de 1987 às 18 horas, por causa de um problema com o sindicato dos artistas na época que atrasaram em três meses a produção da novela das seis Direito de Amar; e no Vídeo Show, dentro do quadro Novelão num compacto de 5 capítulos entre 18 e 22 de março de 2013.

SINOPSE: 

           A trama gira em torno de intricadas tramas amorosas exibidas com charme, humor e beleza.
        
        Maria Josefina Cabral, conhecida como Kiki Blanche, é uma ex-vedete, dona de um salão de beleza na Zona Sul do Rio de Janeiro. Divertida, voluntariosa e dedicada à família, Kiki vive com a irmã mais velha, a leal e contida Adelaide, que conhece todos os segredos do seu passado, e a filha legítima Milena, que dirige o salão da mãe com firmeza. Mãe extremosa, Kiki cria ainda Fernanda, Paulo, Renata e Regina. O grande conflito da trama se dá entre as irmãs Fernanda e Milena, apaixonadas pelo mesmo homem: Fábio Almeida.
      
         Fábio, por sua vez, é um advogado respeitado, viúvo e com uma vida financeira estável. Mora com a irmã Sílvia, solteira, vaidosa e decidida a encontrar um companheiro, e a filha Lia, criada pela tia desde a morte da mãe que não quer que seupai se case novamente.

          Milena e Fábio se conhecem na porta do colégio onde Regina e Lia estudam. Os dois começam a sair, mas o romance é atrapalhado por Fernanda que, apaixonada também por ele, passa a disputá-lo com a irmã. Rebelde e egoísta, Fernanda cresceu nutrindo uma inveja de Milena com quem insiste em manter um relacionamento difícil9 . Sem contar para ninguém seus motivos, Milena, diante dos sentimentos de Fernanda em relação à Fábio, recusa o pedido de casamento do seu amado. O advogado não compreende a abnegação de Milena pela irmã e não desiste de conquistá-la, enquanto tenta evitar Fernanda de todas as formas. Aos poucos, no entanto, acaba cedendo às investidas da jovem8 , sobretudo quando esta começa a construir uma ótima relação com Lia.

ELENCO:

Eva Todor - Maria Josefina Cabral (Kiki Blanche)
Walmor Chagas - Fábio Almeida
Aracy Balabanian - Milena Cabral
Lucélia Santos - Fernanda Cabral
Dennis Carvalho - Netinho
Elizângela - Patrícia Mello
Ilka Soares - Celeste
Rogério Fróes- Sérgio Mello
Miriam Pires - Margarida
João Carlos Barroso - Paulo Cabral
Thaís de Andrade - Renata Cabral
Tony Correia -Alberto César Machado (Machadinho)
Maria Cristina Nunes - Graça (Gracinha)
Terezinha Sodré - Lourdes (Lurdinha)
Roberto Pirillo - Cássio
Suzy Arruda - Mirtes Mello
Hélio Souto -Zé Tião
Lady Francisco - Carla Lambrini
Isaac Bardavid - Víctor
Eloísa Mafalda - Joana
Célia Biar - Sílvia Almeida
Gilberto Martinho - Gervásio Lambrin
Carmem Silva - Adelaide Cabral
Oswaldo Louzada - Francisco (Chico Rico)
Joséphine Hélene - Zulmira
Edson Silva -Marco Aurélio
Miriam Fischer - Lia Almeida
Gisela Rocha - Regina Cabral
Ana Maria Sagres - Leila 
Antônio Vítor - Carlos 
Carlos Adier - Olavo 
Celeste Aída - Lúcia 
Danton Jardim - Pedro 
Helena Adelsohn - Shirley 
Henrique Canto e Castro - Tio Dimas Machado 
Leila Cravo - Laís 
Lídia Iório - Marcelina 
Maria Mônica Saboya - Ela mesma
Natália do Vale - Sandra 
Nena Ainhoren -  Nair
Reinaldo Gonzaga - Tadeu Lambrini 

TRILHA SONORA:

"Eu Preciso Te Esquecer" - Cláudia Telles  
"Desencontro de Primavera" - Hermes Aquino
"Filho Único"  Erasmo Carlos 
"Enrosca"  Guilherme Lamounier 
"Amar é Nunca Precisar Pedir Perdão"  Mauro Sérgio 
"Locomotivas"  Rita Lee
"Maria Fumaça"  Banda Black Rio 
"Coleção"  Cassiano
"Vôo Sobre o Horizonte"  Azymuth
"Consummatum Est"  César Costa Filho
"Espere Por Mim, Morena"  Gonzaguinha
"Consideramos"  Edu Lobo 
"Alô, Alô Brasil"  Marília Pêra

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Pomto de Vista: Artur Távola - 1980

“Num ano de poucas novidades importantes na TV, a vitória de Natália do Vale representa o resultado de muitos anos de trabalho honrado e talento, mostrando como vale a pena perseverar naquilo em que se acredita”


          E de repente chega junho e a gente percebe que o ano já vai em meio. O ano é engraçado: ele sempre parece que está apenas no começo até que um dia damo- nos conta de que a metade já passou. Não tem sido um ano tão brilhante para a nossa TV como foi em 1979, por exemplo, cheio de vida e vitalidade, com novas tentativas de programação na Tupi, Bandeirantes e Globo com as séries brasileiras.
          1980 está sendo normal como televisão. A Tupi agoniza e seus dirigentes depois de anos de incompetência continuam negando o real e culpando sempre os outros pelo próprio fracasso. Gente desempregada, salários atrasados, um caos.
A Bandeirantes depois de ter investido sem resultado de audiência (devido a como investiu e não devido a investir) retraiu- se um pouco, mas, solida e segura em sua orientação geral, está tratando de dar força nova às telenovelas e de manter os programas ao vivo que ainda tem. Mas teoricamente está parada.

          A TVE do Rio de Janeiro só agora joga ao ar uma programação nova em apenas quatro programas. A TV Cultura formulou muito bem uma politica para 1980. Ideias ótimas que ouvi numa entrevista de Carlos Queiroz Talles. Oxalá a prática o ratifique .
          A Globo manteve o esquema do ano passado, diminuindo o número de séries brasileiras. Ela sempre dá um jeito de uma por semana, por mês meter uma série filmada. Há menos séries. E a perda de “aplauso” não foi recuperada. Lançou o “TV Mulher”, é certo, bom programa. Não compensou, porém, a perda de espaço para a programação infantil com novos e mais interessantes programas para a garotada à tarde. E o próprio “Sítio do Pica-Pau-Amarelo” está se afastando demais de Lobato em 1980.

          A TVS do Sílvio Santos (e Record em São Paulo) se em matéria de programação continua no mesmo, tem, por outro lado, grande e importantíssima novidade: a conclusão dos estúdios e do complexo de produção de rádio e TV. Agora poderá partir com alguma base para a sonhada programação ao vivo. Empresarialmente está correta.

         No meio desse panorama menos brilhante que o do ano passado em termos de televisão e de novelas que ainda não deram um grande pique de qualidade, uma presença avultou no panorama artístico do ano, foi a dona do primeiro semestre: Natália do Vale. Ela é a mais grata surpresa (não para mim que de muito aponto como talento à espera de realização) do ano. Com ela nasce uma presença fortíssima (e inesperada até mesmo para os estrategistas e “gênios” dos canais), de alta beleza, talento e um cristal de gente boa que dela salta para comover e fecundar o público. Natália é a principal revelação do ano televisivo, a julgar pelo primeiro semestre.

          Podia só ser bonita. Podia só ser boa atriz. Podia só ser naturalmente modesta e bem formada. Cada uma dessas qualidades, isoladamente, já seria bastante. Ela, porém, juntou- as, todas.
Com atrizes da idade e na condição de Natália acontece o seguinte: elas passam anos acumulando experiência. Quando lhes aparece uma personagem de peso já estão mais do que prontas para o desempenho e surpreendem a todos. É que nos anos e anos dos pequenos papéis, das pontas nos humorísticos, dos ensaios teatrais, o talento ia encubando e se acumulando, sem personagens para o receber e dimensionar. Quando os raros bons personagens aparecem a atriz já estava pronta em técnica e sensibilidade de há muito. Aí é um pasmo, um espanto, uma revelação. Mas só ela deve saber o quanto cozinhou tudo aquilo no fogo lento e seguro da esperança.

         Como figura de comunicação ela consegue um lugar próprio. Nem traduz certas doçuras indribláveis da Regina Duarte, nem certas encucações clássicas de Dina Sfat. Consegue um tipo intermediário em que a feminilidade é natural e tanto pode tender para a ternura mais profunda (na linha de Regina) como da sensualidade adivinhada (na linha de Dina). Conta ademais com juventude, força e uma beleza bíblica de comover pela constatação do ser encantado e criança que mora dentro. Na minha opinião é, desde Isabel Ribeiro, a força maior aparecida no vídeo brasileiro: uma vocação acentuada para a dramaturgia, um rosto místico e múltiplo, um pedaço vivo de sentimento à espera da forma artística.

          A Márcia de “Água Viva” corresponde a uma consagração. Uma justa consagração. É fácil perceber que Natália foi tão feliz e deu tanta verdade à personagem, que a partir de uma certa altura o autor começou a escrever para ela solar. E ela solava tão bem (ela e Cláudio Cavalcante) que o autor nem se cansou de repetir e repetir cenas de brigas dela com o Edyr. E quem pensar que é um milagre, uma aparição súbita, desconhece que para chegar a esse ponto uma atriz precisa de anos e anos de trabalho e semi- anonimato, coragem existencial e força de prosseguir sem ceder aos encantos fáceis e ilusórios dos escândalos ou das declarações bombásticas ou sem ceder a certas formas de decadência travestidas de vanguarda. A vitória de Natália coroa anos de trabalho muito sério, honradez pessoal, caráter e talento. Foi a melhor coisa da televisão em 1980 até agora. A melhor e mais linda.

Artur Távola


quinta-feira, 4 de junho de 2015

Paz, amor e Lápis de Cor

GEOMETRIA RADICAL


          Na Lapa,  a exposição Geometria Radical: do desenho ao desejo, marca a estreia de Miguel Paiva na pintura. O nome da exposição foi escolhido com a ajuda do galerista e especialista em arte Sérgio Gonçalves, e buscava algo que instigasse e criasse certa curiosidade, mantendo-se fiel ao que está sendo mostrado.
          Conhecido especialmente pelos quadrinhos da Radical Chic, o cartunista e artista gráfico descobriu-se na nova atividade cerca de um ano atrás.
          "Comecei a pensar em pintar há algum tempo, mas faltava coragem para romper a zona de conforto. Sair da dimensão dos quadrinhos era difícil. Precisei ser estimulado pelo meu filho Caio, que também pinta, que me deu o empurrão que faltava. Daí, tomei coragem e arrisquei."
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Miguel Paiva, Ligia Lopes, Natália do Vale e Ângela Vieira
         A inspiração para os quadros parte do desejo de colocar na tela as imagens que vêm à cabeça.
          "[A inspiração] Não parte de um texto, mas sim de um contexto. Vejo muitas imagens, deixo a minha imaginação viajar solta até captar alguma coisa que me atraia dentro do meu universo, é claro, dentro do meu estilo."
          Para o artista, a principal diferença entre desenhar quadrinhos e pintar telas está na relação entre pintor e pincel.
          "Para mim a diferença hoje significa resgatar um pouco a relação mais orgânica com o manuseio da tinta, do pincel, da tela. Antes do computador os desenhos eram feitos assim. Hoje acho que estou recuperando esse prazer. Não há mais nada entre mim e a tela, só o pincel que eu carrego."
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          A geometria, aliás, é algo dentro de seu estilo, vide Radical Chic – que, apesar de não estar retratada nas telas, alguns quadrinhos originais desenhados para a revista Playboy também podem ser vistos na mostra. A predileção por este tipo de traçado se dá “pela pureza dos traços retos e curvas precisas”.
          "Somos feitos assim, o mundo é todo assim. Quando olho uma paisagem, além da emoção que pode me passar, já redefino ela na minha cabeça em retas e curvas."
         Assim como nos quadrinhos, a ideia vira rascunho, que vai para o computador e sai de lá “todo esquadrinhado para ser transferido para a tela”, dando a oportunidade de estudar cores, tomar decisões e decidir bem o que será feito.
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          A entrada é franca e a exposição fica aberta até o dia 27/06, de terça a sábado, das 13h às 19h. A Galeria Scenarium fica na Rua do Lavradio, 15. Vale a pena conferir!!!
FONTE: pazamorelapisdecor.com

domingo, 31 de maio de 2015

1976 - Saramandaia


          Saramandaia é uma telenovela de Dias Gomes, que foi exibida na Rede Globo às 22h, entre 3 de maio a 31 de dezembro de 1976, tendo 160 capítulos. Foi dirigida por Walter Avancini, Roberto Talma e Gonzaga Blota.

SINOPSE:

              Ambientada na zona canavieira de Pernambuco, a história se situa no fictício município de Bole-Bole, o qual passa por um plebiscito para a mudança do nome. O movimento é encabeçado por duas facções: os tradicionalistas, liderados pelo coronel  Zico Rosado, que usam argumentos históricos para manter o nome atual, Bole-Bole; e os mudancistas, liderados pelo coronel Tenório Tavares e pelo vereador João Gibão - este último irmão do prefeito Lua Viana -, que alegam vergonha do nome, querendo mudá-lo para Saramandaia.

          Mas o que chama a atenção na cidade são as características exóticas de alguns personagens da história: o professor Aristóbulo Camargo, que vira lobisomem nas noites de lua cheia; Marcina, que provoca incêndios onde toca e queimaduras em quem toca; João Gibão, que esconde em sua corcunda um belo par de asas; Encolheu, que prevê o tempo com dores ósseas; Dona Redonda, que não consegue parar de comer; Zico Rosado, que põe formigas pelo nariz; Tristão do Sal, que solta fogo pela a boca; dentre outros.

          O folhetim ficou conhecido pelo realismo fantástico. No último capítulo, a emblemática cena do voo do protagonista João Gibão, encurralado pelos jagunços de seu rival, Carlito Prata.


ELENCO: 

Juca de Oliveira - João Gibão
Yoná Magalhãe - sZélia Tavares
Sônia Braga - Marcina Moreira
Antônio Fagundes - Lua Viana
Dina Sfat - Risoleta
Ary Fontoura - Professor Aristóbulo Camargo
Wilza Carla - Dona Redonda
Castro Gonzaga - Zico Rosado
Sebastião Vasconcelos - Tenório Tavares
Eloísa Mafalda - Maria Aparadeira
Pedro Paulo Rangel - Dirceu
Milton Moraes - Carlito Prata
Rafael de Carvalho - Seu Cazuza Moreira
Elza Gomes - Pupú (Eponina Camargo)
Lídia Costa - Leocádia Viana
Ana Ariel - Dona Santinha Rosado
Francisco Dantas - Padre Romeu
Marília Barbosa - Bia
Wellington Botelho - Seu Encolheu
Darcy de Souza - Juju Pimenta (Julieta)
Carlos Gregório - Petronílio
Natália do Vale - Dora
Stênio Garcia - Detetive Geraldo
Alzira Andrade - Fernanda
Cosme dos Santos - Giuseppe
Reynaldo Gonzaga - Epaminondas
Maria Pompeu - Ana Bruta
Ivan de Albuquerque - Germano
Brandão Filho - Maestro Cursino
Lajar Muzuris - Maestro Totó
Maria Helena Velasco- Emília
Jorge Gomes - Nato
Teresa Cristina Arnaud - Dulce
Wellington Botelho - Encolheu
Augusto Olímpio - Hominho
Germano Filho - Alcebíades
Chica Xavier - Maria das Dores
José Augusto Branco - Rochinha
Wanda Kosmo - Dona Fifi
Carlos Eduardo Dolabella - Homão
Ana Maria Magalhães - Dalva
Milton Gonçalves - Disgramado
Francisco Cuoco - Tiradentes
Margarida Rey - Cidinha
Alciro Cunha - Firmino
Percy Aires - Frei Caneca
Tarcísio Meira - D. Pedro I


DORA (Natália do Vale): 

Garçonete e arrumadeira da pensão de Risoleta (Dina Sfat). Assim como Rosalice (Maria Rita), é do interior e, depois de um mau passo, foi expulsa de casa. Risoleta a amparou como se fosse sua filha. Sonha em conhecer um coronel que lhe garanta o futuro.



REMAKE: 

No remake de Ricardo Linhares exibido em 2013, a personagem Dora ficou a cargo de Carolina Bezerra.